
Os números das eleições presidenciais revelam que o Maranhão se consolidou, ao longo das últimas duas décadas, como um dos estados de maior apoio eleitoral a Lula e às candidaturas do PT.
Em 2002, Lula já venceu no Maranhão com 58,49% dos votos. A partir de 2006, porém, essa vantagem se ampliou de forma expressiva: Lula alcançou 84,63%, iniciando uma sequência de votações superiores a 70% para as candidaturas petistas.
Dilma Rousseff manteve esse desempenho em 2010 e 2014, com 79,09% e 78,76%, respectivamente. Em 2018, mesmo diante da forte polarização nacional e com Lula fora da disputa, Fernando Haddad obteve 73,26% dos votos maranhenses no segundo turno.
Em 2022, Lula voltou a ampliar sua votação em números absolutos, chegando a 2,66 milhões de votos e 71,14%, enquanto Jair Bolsonaro obteve 28,87%.
O dado mais significativo é que, em todas as seis eleições apresentadas, a candidatura presidencial apoiada pelo PT venceu no Maranhão, e sempre com vantagem superior à média nacional. Isso demonstra uma relação eleitoral bastante consistente entre o eleitorado maranhense e o campo político liderado por Lula.
Também chama atenção a capacidade de manutenção dessa força mesmo em momentos de forte mudança no cenário nacional. A votação petista caiu em percentual entre 2006 e 2022, mas permaneceu em um patamar muito elevado, mostrando que o Maranhão continuou sendo um dos principais redutos eleitorais de Lula e do PT no país.
Em síntese, os números de 2002 a 2022 permitem afirmar que o Maranhão não foi apenas um estado onde Lula e o PT venceram: foi, repetidamente, um dos estados onde essas candidaturas apresentaram algumas das maiores votações proporcionais do Brasil. Os dados oficiais das eleições estão disponíveis no TSE. (Justiça Eleitoral)



