
A Interpol divulgou nesta segunda-feira (26) os resultados da Operação Liberterra 3, realizada entre 10 e 21 de novembro de 2025, que resultou na prisão de 3.744 suspeitos envolvidos em redes de tráfico humano. A ação contou com mais de 14 mil agentes de 119 países, incluindo o Brasil, e combinou monitoramento, fiscalização e operações diretas para desmantelar esquemas transnacionais.
Mais da metade dos detidos foi enquadrada por crimes diretamente relacionados ao tráfico de pessoas e à facilitação da migração ilegal. Durante a operação, foram identificados 13 mil imigrantes em situação irregular, enquanto 4.400 vítimas de exploração receberam acolhimento e proteção. A ação também gerou novas investigações contra organizações criminosas que atuam de forma internacional.
Segundo a Interpol, as redes de tráfico humano estão se tornando mais adaptáveis, explorando novas rotas, plataformas digitais e grupos vulneráveis. A exploração sexual é o tipo de crime mais frequentemente reportado, mas muitas vítimas também são submetidas a trabalho forçado, envolvimento em atividades criminosas e, em casos extremos, tráfico de órgãos.
Essas atividades costumam estar associadas a outros crimes, como falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Criminosos atraem vítimas prometendo empregos no exterior, que acabam presas a taxas abusivas e, em alguns casos, obrigadas a recrutar novas pessoas para os esquemas.
A operação também enfrentou o tráfico de imigrantes em rotas de alto risco, incluindo embarcações superlotadas que partem da África com destino à Europa. No Brasil, a ação desmantelou redes transnacionais de tráfico de migrantes, com prisões e identificação de vítimas em situação de vulnerabilidade, reforçando a participação do país no combate global ao crime.
A ação contou ainda com centros internacionais de coordenação e apoio de diversas organizações regionais e internacionais, demonstrando a necessidade de cooperação global para enfrentar o tráfico de pessoas, considerado uma das formas mais graves de crime organizado contemporâneo.



